Quinta-feira


"... Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda.."

FELIZES PARA SEMPRE???????



Criação de Dina Goldstein

Quarta-feira

BLOCO DE NOTAS

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você."
(Carl Sagan)

Trecho do livro Divã - Martha Medeiros

"Eu sei que falei em prazer gratuito semanas atrás, e sei o que vc pensa a respeito: nada é gratuito. Mas, por enquanto não consigo contrariar essa forte impressão de que a conta não virá. Se eu sinto alguma culpa, não é pelo o que faço às escondidas, não é culpa por estar me dedicando a uma experiência socialmente reprovável : é culpa por não sentir culpa alguma. Por estar achando tudo condizente com meu grau de exigência em relação ao aproveitamento do meu tempo, condizente com a minha fome, que nunca foi de comida, mas de vivência. A pergunta que mais faço é: pq não? Desde pequena, desde que tomei gosto pelo ato de respirar e me senti atraída pelos dias que estavam por vir, horas repletas de novidade, desde que eu despertei para a leitura e que passei a sentir o sabor das coisas de uma forma muito entusiasmada, desde que eu soube que podia pensar e que o pensamento era livre, que dentro do meu pensamento ninguém poderia me achar, desde que meus seios cresceram e eu descobri que pessoas tinham cheiro, desde lá até aqui eu me pergunto: pq não me oferecer para aquilo que não fui preparada? Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e sei como funciona a lei das compensações. Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração incluído, consciência incluída. Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja preparando a minha defesa, caso alguma coisa não saia como esperado. O que eu espero? Não espero nada, espero tudo, estou à deriva nessa aventura. Eu queria cristalizar esse momento da minha vida, mas estou em alta velocidade, e não sei se quero ir adiante, só que eu não tenho opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo parar esse trem." (Martha Medeiros)

PARA MUDAR É PRECISO DAR O PRIMEIRO PASSO


DIVÃ conta a história de uma mulher moderna, inteligente, pragmática, divertida e super-feminina. Assim é Mercedes, uma mulher de quarenta anos, casada, dois filhos, com a vida estabilizada que resolve - meio por curiosidade, meio por brincadeira - procurar um analista. O que era para ser uma atividade inocente, logo se transforma em uma experiência envolvente, emocionada e devastadora.



Terça-feira


OS ACROBATAS (Vinícius de Moraes)

Subamos
Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz...


...Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos! (...)

Meu querildo - IMPOSSÍVEL NÃO AMAR

Tão doce!

FATO DA SEGUNDA-FEIRA

Veio até mim e com olhar de jabuticaba brilhante perguntou:
- Tia, hoje tem fruta?
Dei uma risada sem graça, afinal não sabia do que se tratava.
Ele insistiu:
- Tia, hoje tem fruta?
(Eu - "?")
A merendeira observando o meu desconcerto, chegou e disse:
- Não, hoje não teremos fruta. E retirou-se com expressão de rocha.
Ele abaixou a cabeça, saiu arrastando os pezinhos sujos, desconsolado...
Então entendi que a única fruta que havia ali era a jabuticaba brilhante do seu olhar.
(Vin-Al)

Domingo

...VOCÊ SE PINTOU...



Todo mundo precisa de uma amiga ruiva. Ainda bem que eu tenho a minha!!!

RESUMO DA SEXTA-FEIRA

"...Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer ..."
(que já não te amo, tanto).

***

Sexta-feira

Saudades do Buriti!

Quemaiquetuqué?

MORTE - José de Anchieta Corrêa

Registrando algumas passagens:
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Pág 72
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Os Ianomâmis comem seus mortos. Todavia, trata-se de um costume que não assume a forma de um rito de selvageria antropofágica. Ao contrario, institui e põe em prática um tiro simbólico: tomam as cinzas resultantes da cremação dos mortos e as misturam com uma pasta de banana que todos comem. Enterram assim seus mortos dentro de sim mesmos, perpetuando-lhes a vida...
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Pág 106
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Se o tempo registrado no ponteiro do relógio só parece fazer passar, tal movimento pode assim enganar, nos impedindo de conhecer a dimensão do presente, na estrutura do tempo que passa. Importa conhecer e experimentar a natureza do tempo presente, pois é nele e só nele que nos é dado ancorar e viver a vida. Se nos deixarmos enganar pela aparência de um tempo que só faz devorar a si mesmo, minuto após minuto, perderemos a oportunidade de gozar e conhecer a magia da vida. Tempo presente: o único que de fato existe. O presente é esta tensão, esse dinamismo em ação que sustenta, de um Aldo, um passado que já não é, e de outro um futuro que ainda não é. Assim sendo, nos garante reviver antigas alegrias ou recordar dores e aflições passadas. Nele igualmente se sustenta o ponto de partida de nossos desejos e projetos futuros....

Quarta-feira

Nomoon, a forma criativa de se criar um cartão

video

NOVA AQUISIÇÃO


Vinicius menino reúne doze textos em verso e prosa de Vinicius de Moraes, alguns recolhidos de livros do autor, alguns inéditos. Neles, Vinicius fala principalmente de sua infância e juventude. Movido pela memória, e pela sensibilidade de um poe ta que já foi menino, eleescreve sobre a casa de sua mãe, a casa de seus avós, sobre seus parentes e amigos,sobre os banhos de mar, as brincadeiras, os desafios e as aventuras.

R - erre! (Vin-Al)


Há nove anos iniciei uma série de mudanças no meu comportamento, atitudes e estilo de vida. Troquei as caminhadas por ruas de pedras seculares por veículos numerados, lotados, da região noroeste; a sagrada hora do almoço em família por refeições com os colegas de trabalho em self services , PFs e fast-foods. Troquei o convívio familiar e o conforto financeiro pela divisão apartamento com amigos, despesas fixas e variáveis mensalmente calculadas e recalculadas em planilhas do Excel. Troquei os passeios de bicicleta nos finais de semana por sessões de filmes nacionais, pipoca e puffs; as festinhas do interior por sambas, forrós e shows “alternativos”; o salto pela rasteirinha, o cabelo vermelho por algo um pouco mais natural.

Substituí algumas palavras do meu vocabulário por outras, tais como: estou ocupada/atarefada por tô garrada; olá, bom dia, tudo bem por tá jóia, tá boa? O afasta por arreda (terrível); a polenta por angu; bexiga por balão, e o pior de todas - a bolacha por biscoito (vou voltar com essa). Também adicionei alguns termos “carinhosos” ao meu modo de tratar os amigos, trocando o nome próprio por fofucho, fofíssimo, xú, flor e variáveis como florzinha, frô, frôr.

Porém, continuo fiel a algumas coisas – a família, SEMPRE! Ao Vinícius – meu eterno Poetinha - e é claro ao meu R de mineirinha do Sul de Minas. Ah, nada como um bom erre, suculento e pomposo no meio de uma palavra. PoRque, PoR FavOr, PoRta...

Embora alguns confundam minha naturalidade - “você é de São Paulo? ”- meu erre afirma que estou aqui, mas não sou daqui, sou do interioR e com muito oRgulho. Um erre que às vezes é motivo de piadinhas e de imitações, mas nada que me incomode muito. Erre pra puxar papo, pra conversAr, namoRar, gargalhaR...

Posso me mudar pra Bahia, Acre, Rio Grande do Sul, Xangri Lá, pra Machu Picchu, Pasárgada, mas o ERRE vai comigo pra aonde eu foR.

Terça-feira

Azedim (Vin-Al)

Pessoas podem ser doces e também azedas. Saem por aí em seus "trajes" morango, amora e cerejinha ou vestem caqui verde, limão capeta, etc.. E vice-versa. Conhecemos o sabor do dia através de um olhar, de gestos ou através de palavras...

Achei que provava o doce quando uma construção infeliz de frases azedou tudo...

O Submergente - Marcos Caetano


(...) "A dor não pode mais do que a surpresa", disse Guimarães Rosa. E a minha grande surpresa foi constatar que, desde que me estabeleci nesse lugar intocado pelas bolsas Vuitton e pelos advogados criminalistas, tenho vivido num insuportável estado de felicidade. Para quem emergiu do suburbão e foi em direção ao bem-bom da Zona Sul, talvez seja fácil retornar às origens depois de um fracasso. Não é o meu caso. Não tenho um único antepassado que sequer encostou as solas dos mocassins Ferragamo num bairro cujo primeiro nome não fosse Jardim. Jardim qualquer coisa, mas Jardim. Vila qualquer coisa, nem em pesadelo. É por isso que digo que sou uma pessoa que descobriu os prazeres da classe D. Ou, para cunhar mais uma frase que me jubilaria de vez do Gero, sou uma pessoa que se redescobriu nos prazeres da classe D. Os motivos são muitos, ainda que pouco compreensíveis para quem não experimentou viver aqui. E eu disse viver. Essa frivolidade de menino rico que trabalha em ong ou que vem ver baile funk por curiosidade sociológica não conta.

A lista das maravilhas suburbanas bem que poderia começar pela paz de espírito, algo que eu considerava conversa de empregadas domésticas, mas que pude experimentar na prática. A paz de espírito, esclareça-se, e não as empregadas domésticas, ainda que já tenha investido em algumas. Ao contrário dos tempos em que tinha piriris com a cotação das commodities, hoje eu vivo confortavelmente com o dinheiro que ganho com os produtos de emagrecimento dos quais sou representante comercial, categoria Platinum. Não administro recursos de mais ninguém. Não devo um tostão - ou um puto, como prefiro dizer hoje - a alma nenhuma. Durmo sem qualquer preocupação, além da defesa do Corinthians e do paredão do bbb, programa que, ao lado de um tal de Tela Quente, que passa filmes dublados, e das novelas (especialmente aquela dos mutantes), faz a alegria das minhas noites. Eu não imaginava como a tevê aberta era divertida. Cacilda! Como desperdicei madrugadas zapeando entre dezenas de canais a cabo, cada um mais chato e legendado do que o outro! Tendo que assistir a Manhattan Connection, domingo sim e outro também! (...)


Texto na íntegra em:

Segunda-feira

Saideira

Minha pequena e eu!
Dedico a ela todos os meus sorrisos!

Sexta-feira

Criaturinha "macetável!"


KAKAU


Quinta-feira

Um pouquinho de Basquiat!




Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "a mesma merda de sempre")
Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova yorque ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.

Já em 1982, Basquiat era visto freqüentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neo-expressionistas"

Dois anos depois, em 1984, muitos de seus amigos estavam preocupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranóico. No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais européias.

Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.